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 Você nunca saberá o jeito que suas palavras me assombram

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Lisbeth Vannucci
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Localização : In your dreams or nightmares

MensagemAssunto: Você nunca saberá o jeito que suas palavras me assombram   Qua Jun 13, 2012 2:37 pm

Você nunca saberá o jeito que suas palavras me assombram... Parte 2/de2


 “Natal de 2011, Califórnia.
  Meu braço doía... Mesmo que esse corte fora acabado de ser feito, já estava cicatrizando.
  Claro, eu não era mais uma humana. Eu era uma cobaia.
  Tento lembrar que ano já estávamos. Quando se é infeliz, o tempo passa arrastando. Encontro o calendário com os olhos e faço um esforço para o lê: Já era 24 de Dezembro de 2011. Exatamente cinco anos sofrendo. Exatamente cinco anos longe do meu verdadeiro amor. A raiva me domina, e com uma força que não imaginava que tinha, chuto o tubo de vidro que me cercava. Piso no chão, minha pele queima. Estava encharcada daquele liquido estranhamente verde. Estranhamente, não me machucara com o impacto.
  Claro, eu não era mais uma humana. Eu era uma cobaia.”
 
  Ele para o abraço, fazendo com que a queimação parasse. Mesmo contra minha vontade. Ele olha nos meus olhos e percebo que ele chorava. Naquele silêncio era possível ouvir cada lagrima cair no chão frio da caverna. Ele sussurra meu nome pela terceira vez e eu balanço a cabeça confirmando. Ele esboça um frágil sorriso entre as lagrimas e diz com uma voz baixa, distante:
  -Senti tanto a sua falta...
  Eu também senti. Mais do que você possa imaginar. Receio ter dado um sorriso bobo no canto de minha boca.
  -Você se foi. Eu vi te capturarem e não consegui alcançá-los para te salvar. Liguei para todos que eu podia imaginar. Mas a policia, nem ninguém conseguiu te achar... Nunca me perdoei por isso. Achei que você estava morta. – ao dizer a palavra “morta”, seu sorriso sumiu, ele abaixou o rosto e a palavra saiu como se rasgasse a sua garganta.
  “Eu nunca deixarei de te amar, com você irei até os confins da Terra...” Sua aconchegante voz ecoava na minha mente. “Nada, nem ninguém ira separar você de mim.” “Nada?” “Nada mesmo!” Você nunca saberá o quanto suas palavras me assombram. Você sempre me amará mesmo? E iria comigo até mesmo... no Inferno?
  -Você se lembra da sua promessa? Aquela que você me fez há uns cinco anos? – minhas palavras escapuliram de minha mente. Ele levanta o rosto duvidoso. Me arrependi amargamente de ter dito isso. Mas o que foi feito, foi feito. Não poderei voltar atrás.
  -Aquelas que você nunca deixaria de me amar... Que iria comigo até...
  -Os confins da Terra. – ele me completa. Pois é, ele lembrava. – E que nada nem ninguém irá me separar de ti. É claro que eu me lembro, meu amor.
  Meu amor... Há quanto tempo eu desejava esse seu carinho.
  -Mas, essas palavras ainda estão validas?
  -Para sempre.
  -Mas... Eu não sou mais uma humana. Sou uma experiência. Você iria comigo até mesmo no Infer...
  -Não diga isso! – ele pareceu furioso – Você não fez nada para ir para lá.
  -Eu não sou mais uma humana. SOU UMA COBAIA! Não mereço ir pro Céu. – pela primeira vez em anos eu chorava. E o choro arranhava minha pele.
  -Quem não merece são... eles! – sinto um certo desgosto ao dizer a palavra “eles”.
  -Um “deles” é meu pai.
  Isso foi um choque. Depois de alguns minutos sem saber o que fazer, ele me abraçou novamente. Mais, estranhamente, dessa vez não queimou. Sinto-me viva novamente.
  Claro, eu não era mais uma cobaia. Eu era uma humana.
  -E agora, você não é mais uma cobaia. É uma humana. A MINHA humana. – ele diz no meu ouvido como que confirmando meus pensamentos.
  Nos beijamos. E pensar que meu ultimo beijo foi há cinco anos...
  Com um sorriso no rosto, ele se levanta e me oferece a mão. Me levanto com sua ajuda e caminhamos pelo bosque até a casa dele. Mas eles estavam lá. A minha espera. Não iam me deixar fugir e sair limpa nessa. Assim que eles nos avistaram, cada um tirou uma arma debaixo do jaleco e atirou.
  Com dor, nós dois nos ajoelhamos e demos nosso ultimo beijo.
  -Nem pude te dar um presente de natal... – diz ele com dificuldade.
  -Eu já ganhei o que eu queria... – com um suspiro nos abraçamos e digo minhas ultimas palavras:
  -Se uma coisa que eu pudesse pedir nesse natal, era o seu calor, o seu amor, era simplesmente, você.
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