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 O Sonhar do Peregrino

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MensagemAssunto: O Sonhar do Peregrino   Sex Jun 15, 2012 5:34 pm

Não é um fanfic, nem mesmo haver com os assuntos recorrentes das outras. Porém, eu desejei muito mostrá-la para vocês, e aproveitei-me deste espaço. Espero que não seja um texto meramente apagado (ao menos esperem ter sido lido por mais gente, ou não). u.u

O SONHAR DE UM PEREGRINO ::: The Falling Angel


De um presente que insiste em acontecer
Num eterno desejo de mudar o passado
Em um incessante sonhar, por um futuro ao seu lado
Ecoando em meu coração.


    Sob um tempestuoso céu. As próprias estrelas respeitavam o pré-luto do momento. As nuvens profetizavam chuva. Chuva tal seriam as lágrimas das estrelas, e o sereno da manhã seria manchado do chorar de um coração – e sangue.

    Um curto passo a frente de outro – continuo. A grama parecia artificial, inerte. Como se a aura de tristeza tivessem-na adormecido. A penumbra do único astro que permaneceu nos céus era o que iluminava de frente aquela silhueta acuada e judiada pela vida, pelo amor.

    A lua se mantinha ali, quase sádica, visava aquela cena, esperava algo ocorrer.
    O garoto mantinha seus passos lentos rumo ao precipício. A morte seria antes mesmo da queda no rio abaixo, pois se assim tiver que ser, ele já estaria morto antes mesmo de cair, pois na verdade, nunca teria vivido.

    A sua frente: somente o breu e o começo do paredão iluminado pela lua. Uma brisa fria insistia em tentar impedi-lo, mas estava fora de cogitação recuar. À suas costas as moitas e as árvores se mantinham escuras, mas galhos delas forçavam-se contra a luz, na tentativa de estar próximo o suficiente para segurá-lo, mas nada o faria voltar atrás, ou quase nada.

    As horas passaram lentas, até que a sua mente teve de aceitar, que ela, aquela, a princesa que possuía a chave para o seu coração e o sorriso que poderia salvar sua vida, não viria. Um de seus pés já planava tremulo sobre o vão, e pequenas pedras rolavam abaixo, indicando a dura queda, começo de um drástico fim.

    Antes da queda, o abismo lhe recordava porque estava ali, pois no fundo dele sua mente projetara os belos olhos dela. O seu sorriso emoldurado pelos seus cabelos de fogo. O jovem abria os braços, no desejo de abraçar a sua amada, mas os braços que lhe esperavam lá embaixo eram os da morte. O jovem anjo decadente, de cabelos dourados pálidos pelo luar, via como um flash os últimos momentos da sua vida, e o ecoar de um rio de lágrimas.


***

    O mesmo dia nascera sorrindo, tentador, iluminava uma possibilidade de próspero futuro. Tudo ocorreria bem, mas toda alegria era limitada pelo pensar nela. Estar feliz, ser feliz, era uma variável dependente de estar com ela.


Citação :
"Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder, deixa isto assim ficar subentendido. Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer. Eu acho tão bonito isso ser abstrato, baby, a beleza é mesmo tão fugaz. É uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer. Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então. A alegria que me dá isso vai sem eu dizer, e se amanhã não for nada disso caberá só a mim esquecer. O que eu ganho e o que eu perco ninguém precisa saber. Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixa isto assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer. Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então. A alegria que me dá isso vai sem eu dizer. E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer (e eu vou sobreviver), o que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber."

    O som dos pássaros não mais era ouvido, pois não era tão belo quanto a sua voz. A luz do luar tornara-se fosca, pois o irradiar de seu sorriso era uma alvorada de beleza que desanuviava a mente vã do poeta. Nem veludo ou seda eram tão macios quanto sua pele, e as próprias cores sumiam, o arco-íris se tornava cinzento em contraste com a cor de seus cabelos – vermelho fogo, fogo de uma paixão, que aos poucos consumia e doía o coração que não era correspondido.


***

    Uma carta fora escrita, em tentativa de mudar aquilo, de criar um futuro, pois a verdade era – que só haveria um futuro se ao lado dela. As lágrimas tentavam ser contidas para não manchar a tinta. Mas por final, a coragem esvaia, o sangue água viraria, e a carta não foi entregue, mas sim deixada em um lugar onde ela certamente iria achar.


***

    Sob o céu tempestuoso a jovem estava em casa, mantendo sua comum vida sem ao menos lembrar-se da existência daquilo que tanto consumia o coração daquele que sempre nela pensava. Papéis inertes estavam sobe a mesa, a música tocava de um canto indistinguível, e somente pela pura crueldade do destino, a jovem não viu importância naquelas folhas não lidas, e às usara para aquecer a lareira na noite fria.


    Neste momento a lua chorou.
    Um aperto no coração do anjo e da princesa.
    Enquanto a jovem jogava uma roupa quente sobre o corpo, e saia às pressas batendo a porta, o fogo consumia lentamente as cartas não lidas. Mas para que aquelas belas palavras não morressem, as estrelas, em coro, cantaram para aqueles dois corações, espantando as nuvens.


Citação :
"Sei que querer ter seu amor é o mesmo que querer voar. Um desejo impossível, mas minha vida seria muito pior se não o pudesse sonhar todas as noites. Sonhar estar ao seu lado.

E todas as manhãs, não é o sol que me acorda, mas sim o imaginar dos teus olhos ecoando em minha mente. O desejo de poder vê-la de novo, sentir teu perfume, estar ao seu lado, fazê-la rir, é o que me faz levantar, e querer ainda viver. Até hoje, somente isso me manteve, mas um desejo crescia em meu coração. Com as últimas guinadas do destino, vi a esquina de minha vida se distanciando de você. Isto era insuportável.
(...)
Não desejo amor por piedade.
(...)
Caso sinta o mesmo por mim. Procure-me no lugar onde fui mais feliz..."

***

    E lá ele estava e esperava. Mas ela não. À suas costas, escondida pelas árvores estava à clareira onde em um luau entre amigos ele a conhecera. Agora via resplandecente na lua à primeira imagem que teve dela. Seus olhos iluminados pelo fogo, seus cabelos bailando ao vento. Seu semblante irradiava belezas nunca dantes vistas. Possuí-la era o mesmo que querer possuir a lua – impossível. Tal beleza nunca deverá pertencer a nenhum homem.

    O pé dele ainda bailava agora não mais inerte, sobre o vão, e aos poucos seu corpo pendia rumo ao fim.

    Passos correram o eco da noite. As moitas moviam-se. No último instante um rosto sai pela floresta, sendo plenamente iluminado pela lua. Refletido pelo vermelho das pétalas de rosa que formavam seus cabelos, um último pedido ele pode ouvir. Ela dizendo:

– Não o leve, lua, não leve meu amor.

    Mas já era tarde, lentamente a gravidade fazia efeito, e o corpo dele só pode se virar.

    De braços abertos a via chegando correndo, com a mão a tentar pegá-lo, e o seu corpo circunscrito no disco lunar.
    Caia ao vão.


    A última lágrima de uma vida, dizem ter poder. Aos poucos ela saia, subindo acima do corpo em queda, este que já não sentia os limites do seu corpo, e a visão dela na beira do abismo parecia mais próxima, a tristeza de um trágico fim retirava a luz dos olhos, o abismo via de volta.


***

    Mas verdades foram ditas, gritadas, por dois corações. O suplicar da lua ao destino, o apelo do abismo que crescia para atrasar o fim, e as estrelas cantavam aos quatro ventos em uma entonação que tremia o mundo.

"Sei que querer ter seu amor
É o mesmo que querer voar..."


    A luz da lua abraçava o corpo em queda, e o brilhar em suas costas tornavam-se asas.

    Voar para longe, possível era, mas o desejo de ficar era imensamente maior. E como se a queda nunca ocorrera logo tudo volta a ocorrer como já devera ter sido.


    Um abraço e um beijo ocorreram, como os anjos sempre sonharam. Com a silhueta dos dois amantes circunscrita pelo luar, e as estrelas no céu sorrindo. Tendo as nuvens saído de fininho, esperando que esquecessem que lá estiveram.

    E o amor dobra a realidade, ao querer de dois corações. Três palavras concretizam este desfecho… jamais “O Fim”, simplesmente “Um novo começo” ou:


Eu te amo.

N.d.A: Dedicado a mais bela princesa que conheci: De cabelos cor noite de outono – Eressië Nier Melimë Siloën.
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